Comigo ou contra ti

O dia que ganhares o combate
não ouses acenar sequer lamento,
levanta a cara, assim, abarlavento,
ou glória à pátria ou morte, assim te mate,
comigo ou contra ti, não há debate.
Se não queres sofrer, tens o direito
de nunca ter vitória de proveito,
de nunca mais portares o loureiro,
de nunca mais chegares o primeiro.
Não sei se já percebes o conceito…

Cruzares essa meta engalanado
com cores que não sejam as corretas
e tanto tem que jures, que prometas
que foi um erro e ‘tavas enganado,
o teu destino está determinado.
Não sei o que pretendes demonstrar,
ninguém disse que cobres por pensar.
Mens sana só in corpore in sepulto.
Será que pensas que por ser um vulto
já podes pôr a língua a passear.

Não mordas esta mão que te alimenta
se sabes bem o que é que te convém,
não perdas siso, não sejas refém
da gente que a cabeça nos esquenta,
não te convertas numa ferramenta,
não zangues os de a riba, os do poder.
Explica a que vem isso de querer
cantar um hino que não seja este.
Explica quando foi que te perdeste,
explica quando começaste a ler.

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~ por Além da Veiga em Domingo, 26 Agosto 2012.

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